24 maio, 2012

Minha experiência de salvação e vinda para o Brasil.

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação (At 17:24-26)
Rm 8:28

Louvado seja o Senhor, um dia o evangelho também chegou até mim. Eu era um empresário bem sucedido na ilha de Taiwan, mas, mesmo tendo empresas, comércios e indústrias, ainda me sentia vazio e sem saber aonde ir.

Eu não conhecia a igreja, mas conhecia um homem chamado Cha, que era um cristão que sempre visitava meus pais para falar-lhes o evangelho. Todos os domingos, não importasse o tempo ou as dificuldades, ele vinha à nossa casa. Enquanto meus pais liam a Bíblia com ele, eu, por outro lado, passava a tarde jogando, mas o irmão Cha nunca me recriminou por isso.

Até que um dia estava caminhando na cidade de Taipei, e entrei no templo da igreja onde o senhor Cha se congregava. Todos estavam ajoelhados no chão, recebendo um pedaço do pão, e, embora não soubesse que aquilo se tratava da ceia do Senhor, eu também comi do pão e tomei do cálice ali. O Senhor Jesus já estava começando a trabalhar em meu interior, mas eu não sabia.

Naquela época, pouco a pouco as igrejas que buscavam a unidade se levantaram em Taiwan, e eu comecei a me congregar em um dos lugares de reunião da igreja em Taipei. Quem estava na liderança da igreja era o irmão Witness Lee, que fora cooperador de W. Nee na China.

No final dos anos 50, o irmão Lee nos encorajou a migrar para levarmos esse evangelho da unidade da igreja a outros continentes. Em obediência a esse chamamento, decidi vir para o Brasil. Aqui já havia famílias chinesas de Hong Kong, Filipinas e Malásia se reunindo como igreja em São Paulo. Um desses irmãos era o irmão Samuel Ma, que se mudara de Hong Kong para o Brasil com sua família alguns anos antes e me encorajou a não vir sozinho, mas com toda minha família. Ele nos escreveu uma carta convite, e nós viemos.

O navio para o Brasil, porém, saía uma vez por mês de Hong Kong. Fomos para lá e esperamos o dia do embarque, hospedados no local de reuniões da igreja em Hong Kong. Havia ali duas irmãs inglesas, que eram cooperadoras do irmão Watchman Nee. Elas nos orientaram a adotar nomes ocidentais para mim e familiares. Deram-me o nome de João, embora nunca tenha usado esse nome. Assim, eu, minha esposa, mais cinco filhos viajamos quarenta e oito dias de Hong Kong até Santos. Graças ao Senhor, tudo estava debaixo de Seu arranjo soberano (At 17:24-26; Rm 8:28).

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