Rogo-vos, irmãos, pelo nome de
nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre
vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no
mesmo parecer. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu,
de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? (1 Co
1:10, 12-13a)
Rm 10:13; 14:3-4; Ef 2:4-8; Ap
3:1-3
A igreja em Éfeso
foi restaurada de sua condição negativa, com a ajuda do ministério do apóstolo
João. Dessa condição desejável, surgiu Esmirna. A partir de Pérgamo e Tiatira, a
igreja se degradou totalmente, misturando-se com a política, com o mundo e com a
idolatria. Após esse período de degradação, que durou mais de mil anos, no qual
os leigos não tinham acesso à Bíblia, era necessário restaurar o nome e a
Palavra do Senhor. Felizmente, com a reforma promovida por Martinho Lutero,
houve novamente acesso à Palavra de Deus, de modo que verdades fundamentais,
como a justificação pela fé, foram restauradas. Esse foi o surgimento histórico
da igreja em Sardes (Ap 3:1-3). O evangelho da graça, o qual apresenta que a
salvação é pela fé em Cristo (Ef 2:4-8), foi restaurado e a salvação chegou a
muitos lugares.
O nome Sardes significa
restauração. Todavia, a restauração do que fora perdido nos períodos de Pérgamo
e Tiatira não foi completa. A partir de Sardes, vários grupos cristãos se
dividiram, a exemplo de países que fundaram suas próprias igrejas nacionais.
Vários estudiosos da Bíblia também seguiram esse caminho. Por desejarem
enfatizar certas verdades bíblicas em vez de outras, cada qual preferiu formar
seu próprio grupo. Enquanto alguns preferem dar espaço apenas ao estudo da
Bíblia, outros desejam somente receber a manifestação exterior do poder do
Espírito. Essa situação não é nova, pois a tendência à formação de grupos
exclusivos existia desde a época de Paulo, quando ele advertiu os coríntios a
respeito de que não houvesse divisões entre eles (1 Co 1:10).
Nos últimos tempos, temos
aprendido acolher todos os irmãos, não impondo nossas práticas como requisito
para lhes dar acolhimento. Nosso coração deve ser alargado para não ficarmos
limitados em nossas próprias preferências (2 Co 6:12-13). Não podemos rejeitar a
quem Cristo acolheu. Se alguém crê no Senhor Jesus, recebe a salvação e a vida
de Deus, tornando-se um membro do Corpo de Cristo, é suficiente para ser
acolhido, pois é certo que não devemos rejeitar nenhum membro do Corpo de Cristo
(Rm 14:3-4). Temos a mesma vida e somos parte do mesmo Corpo.
Não devemos utilizar o nome de
homem algum nem mesmo o nome de Cristo para nos dividir dos demais irmãos. Ao
invocarmos o nome do Senhor, estamos no espírito e, Nele, somos salvos de todo
pensamento faccioso. No nome do Senhor, há unidade e não divisão (Rm 10:13; 1 Co
1:9, 11-13; 12:3).
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