13 maio, 2012
FELIZ DIA DAS MÃES.....
PARABÉNS PARA TODAS AS MÃES, QUE DEUS ABENÇOEI A TODAS AS MÃES, E QUE O AMOR DE DEUS ESTEJA DENTRO DO CORAÇÃO DE CADA UMA, FIQUEM COM DEUS, ABRAÇOS...
Seguir de perto, ver e testificar.
Aquele que isto viu
testificou, sendo verdadeiro o seu testemunho; e ele sabe que diz a verdade,
para que também vós creiais
(Jo 19:35)
Mt 26:58; Lc 23:49; Jo
14:26
Dentre os quatro
evangelhos, três foram escritos pouco tempo depois da ascensão do Senhor Jesus.
Todavia estes não contém muitos detalhes sobre o principal motivo da morte do
Senhor.
Durante os três anos e meio em
que o Senhor Jesus esteve com os Seus discípulos, varias vezes lhes falou sobre
Sua morte e ressurreição. Ao ouvi-Lo falar sobre essas coisas, cada um dos
discípulos absorvia essas palavras segundo sua própria necessidade e
entendimento.
Ainda quanto aos sinais e
milagres descritos por eles nos evangelhos, cada um registrou, segundo a
inspiração do Espírito, mas também, segundo a própria experiência, quais seriam
os fatos mais relevantes.
O Evangelho de Mateus é
peculiar ao registrar algumas expressões usadas pelo Senhor. Isso porque Mateus
não era um pescador da Galileia, mas sim um cobrador de impostos. Ele estava
relacionado com a administração pública daquela época. Por isso Mateus dava mais
atenção em seus registros a tudo o que o Senhor Jesus falava que tinha relação
com o reino dos céus.
Os evangelhos de Marcos e
Lucas, por sua vez, não relataram detalhes da crucificação do Senhor Jesus.
Lucas não estava presente, e Marcos, que provavelmente escreveu baseado no
relato de Pedro, não tinha como detalhar, uma vez que este acompanhou o
aprisionamento do Senhor com uma certa distância.
Quase todos os discípulos
observavam a crucificação e a morte do Senhor de longe, pois Ele estava sendo
tratado como um criminoso (Mt 26:58; Lc 23:49). Eles temiam ser reconhecidos
como aqueles que O seguiam. Assim, por causa dessa distância, não puderam ver
com detalhes, registrando apenas o que conseguiram ver de onde
estavam.
No ano setenta depois de
Cristo, Deus permitiu que Jerusalém fosse destruída pelo império Romano. Naquela
época João foi preso e exilado na ilha de Patmos. Passados vinte anos após sua
prisão, o Senhor passou a lhe revelar muitas coisas por meio do Espírito da
realidade. Mesmo avançado em idade, com quase noventa anos, ele conseguiu
lembrar-se das coisas ocorridas na época em que seguiu o Senhor Jesus na terra
(Jo 14:26).
Depois que escreveu o livro de
Apocalipse, João foi até Éfeso para ajudar os irmãos por meio das palavras
faladas pelo Senhor em Seu ministério terreno. Pelo fato de ter seguido o Senhor
de perto, João se lembrou de vários fatos relacionados à morte do Senhor que os
outros não viram nem ouviram. Aquilo que ele viu e ouviu, testificou
(19:34-35).
Pelo fato de somente João ter descrito alguns fatos que não constavam nos outros evangelhos, por muito tempo os estudiosos da Bíblia não deram a devida atenção aos seus registros. Pela misericórdia de Deus, esse evangelho foi revelado para nós, e hoje podemos compreender essas palavras. Por invocar o nome do Senhor fomos introduzidos no fluir do Espírito da realidade, enfatizado por João em seus escritos (14:17; 15:26; 16:13).
Pelo fato de somente João ter descrito alguns fatos que não constavam nos outros evangelhos, por muito tempo os estudiosos da Bíblia não deram a devida atenção aos seus registros. Pela misericórdia de Deus, esse evangelho foi revelado para nós, e hoje podemos compreender essas palavras. Por invocar o nome do Senhor fomos introduzidos no fluir do Espírito da realidade, enfatizado por João em seus escritos (14:17; 15:26; 16:13).
11 maio, 2012
REFLETINDO...
Salvos pela vida de Deus para suprir vida a todos.
Se nós, quando inimigos, fomos
reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já
reconciliados, seremos salvos pela sua vida (Rm 5:10)
Lc 9:23
Embora o caminho para a
árvore da vida nos tenha sido restaurado, muitas vezes ainda voltamos a nos
alimentar da árvore do conhecimento do bem e do mal. Por isso precisamos do
evangelho do reino, pois, ainda que o problema dos nossos pecados tenha sido
resolvido, muitas vezes nos deixamos influenciar pela vida da alma. Não é sem
razão que o Senhor Jesus disse para quem desejava segui-Lo: “A si mesmo se
negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9:23).
Precisamos do evangelho do
reino, o evangelho da vida, a fim de termos parte no reino dos céus. Já
recuperamos a glória de Deus e fomos reconciliados com Ele. Agora devemos comer
do fruto da árvore da vida, e não mais da árvore do conhecimento. Aqueles que
invocam o nome do Senhor com realidade comem da árvore da vida e se tornam
capazes de negar a si mesmos, vivendo segundo o Espírito e fluindo vida para
outras pessoas.
Além disso, à medida que a
vida de Deus cresce em nós, somos tomados por um forte desejo de suprir essa
vida para todos os que nos cercam. Não conseguimos contê-la somente em nossas
reuniões ou em nosso viver particular. Temos o encargo de, no espírito, levar
esse evangelho para todos os lugares aonde vamos, para que as pessoas sejam
salvas e ganhem vida.
10 maio, 2012
As consequências da desobediência de Adão e Eva e o caminho para obter a salvação.
Portanto, assim como por um só
homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, morte, assim também a morte
passou a todos os homens, porque todos pecaram (Rm 5:12). Todo aquele que
invocar o nome do Senhor será salvo (Rm 10:13)
Gn 3:24; 4:26; Is 12:3-4; Rm
5:17-19; Ap 22:14
Ao criar o homem, Deus
desejava que ele comesse da árvore da vida, para que recebesse a vida divina e
vivesse eternamente. Satanás, porém, que é o príncipe deste mundo, veio fazer
uma obra de destruição no homem. Em sua sagacidade, ele manipulou a emoção da
mulher, levando-a a comer da árvore que lhe traria morte. Devemos vigiar para
que nossas emoções nunca deem a Satanás oportunidade de nos levar a desobedecer
a Deus, danificando-nos para Seu propósito.
Romanos 5:12 diz: “Por um só
homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte
passou a todos os homens, porque todos pecaram”. O versículo 19 continua
dizendo: “Por meio da desobediência de um só homem, muitos se tornaram
pecadores”.
Por causa da desobediência de
Adão e Eva, o pecado entrou, e com ele a morte. Por essa razão, eles foram
expulsos do jardim do Éden e impedidos de comer da árvore da vida. Fora daquela
esfera, passaram a experimentar as consequências da desobediência. O caminho
para o jardim do Éden foi barrado por querubins e uma espada que se revolvia (Gn
3:24). Os querubins representam a glória de Deus, a espada representa a justiça,
e o fogo que se revolvia representa a santidade. Sem a justiça, a santidade e a
glória de Deus, Adão e Eva não mais conseguiam atender a tripla exigência de
Deus para que o homem tivesse acesso novamente à árvore da vida e cumprisse Seu
plano de sujeitar e dominar a terra (Gn 1:28).
Felizmente, em certo momento
Adão e Eva começaram a invocar o nome do SENHOR, buscando Sua presença (4:26).
Assim puderam experimentar o consolo da salvação de Deus. Ao invocarmos o nome
do Senhor Jesus, essa salvação também nos alcança e nos qualifica a comer da
árvore da vida novamente (Is 12:3-4; Ap 22:14).
No passado enfatizávamos oito
itens que aconteceram conosco ao sermos salvos e que estão relacionados ao
evangelho da graça. Primeiro, fomos iluminados e, então, confessamos nossos
pecados. Depois recebemos o perdão, e o registro dos nossos pecados foi
cancelado pelo sangue de Cristo. Agora não estamos presos aos nossos pecados,
pois o Senhor nos justificou e santificou. Por fim, fomos reconciliados com Deus
e ganhamos Sua vida.
O mais importante, porém, é
atentarmos para a revelação essencial que o Senhor nos deu, que é acessível e
simples. Basta fazer como Adão e Eva, que invocaram o nome do SENHOR, e
receberam a salvação. Lembremos que “todo aquele que invocar o nome do Senhor
será salvo” (Rm 10:13). Se continuamente invocarmos o nome do Senhor Jesus,
certamente o nível da vida vai aumentar em nós.
Visto isto, agora precisamos
avançar para a próxima etapa, que é o evangelho do reino.
09 maio, 2012
REFLETINDO...
Criados para receber o plano, o prazer e a vontade de Deus.
Quem, pois, conheceu a mente
do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que
lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas
as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! (Rm 11:34,
36)
Ef 1:9, 11; 1 Ts 5:23; Hb
10:22
Deus deseja entregar o
governo do mundo vindouro ao homem regenerado e restaurado. Ele formou o homem
do pó da terra, lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, o espírito humano, e o
homem tornou-se uma alma vivente (Gn 2:7; Zc 12:1). Assim, Deus criou as três
partes do homem: corpo, alma e espírito (1 Ts 5:23). A alma humana também possui
três partes: a mente, vontade e emoção, as quais foram criadas para serem
preenchidas pelo próprio Deus.
A personalidade do homem
(planos, alegrias e desejos) está situada em sua alma. Deus o criou assim para
que pudesse habitar no homem, capacitando-o para governar o mundo com
Ele.
Em Efésios 1:11 vemos que Deus
nos predestinou segundo o propósito Daquele que faz todas as coisas conforme o
conselho de Sua vontade. Tanto a palavra “propósito” quanto a palavra “conselho”
indicam que Deus tem um plano e que a mente humana deve ser usada para
compreender esse plano divino, a economia de Deus. No versículo 5 do mesmo
capítulo, identificamos o bom prazer de Deus, o qual corresponde à emoção do
homem. O versículo 9 mostra que Deus deseja nos revelar o mistério da Sua
vontade, por isso nossa vontade deve cooperar com a Dele. Logo, entendemos que o
homem foi criado para que pudesse receber em sua alma o plano, o prazer e a
vontade de Deus.
Deus criou também a
consciência do homem, que é uma parte do seu espírito humano. A consciência foi
criada para governar as três partes de sua alma. A Bíblia mostra que a
consciência do homem tem uma estreita ligação com as três partes da alma,
formando o coração (Mt 9:4; 13:15; Mc 2:6; Lc 1:51; Jo 14:1; 16:22; Hb 4:12;
10:22; 1 Jo 3:20).
Infelizmente, o homem não
exercitou sua consciência para obedecer a Deus. Tampouco comeu da árvore da
vida, mas, enganado pela serpente, comeu da árvore do conhecimento do bem e do
mal, que produz morte. Amanhã veremos as consequências e danos causados ao homem
por causa dessa desobediência e o caminho para ter acesso novamente à árvore da
vida.
08 maio, 2012
O modelo deixado pelo Senhor Jesus.
“Tende em vós o mesmo
sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de
Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se
esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens” (Fp
2:5-7)
Mc 10:45; Rm 12:3; Fp 2:5-11
Lúcifer
era um dos três principais arcanjos, porém, por causa de seu orgulho, veio a
ambição, e, por causa dela, ele não mais estava satisfeito com a honrosa posição
que Deus já havia lhe dado.
Ele admirava tudo o que fazia,
esquecendo-se de que sua capacidade vinha de Deus e tudo o que realizava era
resultado dos dons concedidos a ele pelo SENHOR. Conforme os versículos 13 e14
de Isaías 14, Lúcifer desejava exaltar seu próprio trono, seu governo, acima das
estrelas de Deus, a ponto de ser semelhante ao Altíssimo. Ele se exaltou, e Deus
o lançou do terceiro céu para a terra (vs. 12, 15).
É necessário que percebamos
que primeiramente Lúcifer falhou em sua própria alma, em seu coração. Após ser
lançado por terra, esse arcanjo tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e
usurpou a terra. O próprio Senhor Jesus chamou Satanás de "o príncipe deste
mundo" (Jo 16:11).
Louvamos o Senhor pelo modelo
que nos deixou (Fp 2:6). O Senhor Jesus era o próprio Deus, o Verbo de Deus, mas
reconhecia Sua posição como Filho. Ele foi submisso a Deus Pai, porque procedia
Dele. Ele recebeu autoridade do Pai para fazer todas as coisas. Contudo,
diferentemente de Lúcifer, o Senhor Jesus sabia de quem recebera Sua capacidade,
sujeitando-se em todas as coisas à vontade do Pai. Ele a Si mesmo se esvaziou,
assumindo a forma de servo de Deus e dos homens (Mc 10:45). Ele se humilhou a
ponto de suportar não somente uma simples morte, mas a morte de cruz (Fp 2:8).
Se seguirmos Seu exemplo, jamais iremos pensar de nós mesmos além do que convém
(Rm 12:3), evitando, assim, o orgulho e a ambição.
O Senhor Jesus é o nosso
modelo. Ele tinha uma posição elevada, mas se humilhou. Por isso Deus o exaltou
sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de
Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua
confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2:8-11).
Aleluia!É
necessário que percebamos que primeiramente Lúcifer falhou em sua própria alma,
em seu coração. Após ser lançado por terra, esse arcanjo tornou-se Satanás, o
adversário de Deus, e usurpou a terra. O próprio Senhor Jesus chamou Satanás de
“o príncipe deste mundo” (Jo 16:11).
Reconhecer que a nossa suficiência vem de Deus.
“Não que, por nós mesmos,
sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário,
a nossa suficiência vem de Deus” (2 Co 3:5)
Ez 28:12-18; Is 14:12-15; 2 Co
11:14; Ef 1:18
De acordo com o encargo
da semana passada, Deus resgatou o homem para Si por meio da obra redentora de
Cristo. Assim, o homem foi trazido de volta a Deus e tornou-se apto a cumprir
Sua vontade. Em Hebreus 2:5-8 lemos: “Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo
que há de vir, sobre o qual estamos falando; [...] Fizeste-o, por um pouco,
menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as
obras das tuas mãos. Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus
pés”.
O objetivo de Deus ao criar o
homem era levá-lo a governar o mundo e trazer Seu reino à terra. O Senhor tem
nos despertado para propagar essa revelação àqueles que não a conhecem. Através
desses versículos, percebemos que Deus não entregará aos anjos o governo do
mundo vindouro, mas ao homem coroado de glória e de honra. Todavia, para cumprir
essa comissão, o homem precisa ser preparado.
Se alguns de nós não temos
entendimento acerca dessas coisas, precisamos orar ao Senhor para que ilumine os
olhos do nosso coração a fim de sabermos qual é a esperança do nosso chamamento
(Ef 1:18). Então seremos renovados em nosso entendimento quanto à comissão de
Deus para nós, homens.
Vimos que o mundo de outrora
estava sob o governo dos anjos. O capítulo 28 de Ezequiel se refere a Lúcifer e
mostra que Deus o ornamentou com muitas pedras preciosas. Estas pedras
representam sua capacidade e também os dons concedidos por Deus a fim de que ele
governasse a primeira criação (v. 13). Além disso, Lúcifer foi ungido querubim
da guarda (v. 14) e era perfeito em todos os seus caminhos (v. 15).
Isaias 14 descreve Lúcifer
como a estrela da manhã (v. 12). Embora fosse um anjo de luz perfeito, havia em
seu coração uma intenção impura: “Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu;
acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me
assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e
serei semelhante ao Altíssimo” (vs. 13-14). O seu interior se encheu de
violência, seu coração se elevou e pela multiplicação de suas iniquidades e
injustiça de seu comércio profanou o santuário de Deus (Ez 28:16-18).
Essa é uma importante lição
para a qual devemos atentar. Nossas habilidades naturais são dons concedidos por
Deus. Jamais devemos nos orgulhar, achando que somos autossuficientes. Tudo o
que temos e somos, recebemos do Senhor, e a Ele devemos nossa eterna gratidão.
Não devemos nos ensoberbecer quando temos sucesso, mas reconhecer que pela graça
divina recebemos capacidade e sabedoria. Lúcifer passou a acreditar que sua
capacidade provinha de si mesmo, exaltando seu ego, sua capacidade natural e
suas opiniões.
Portanto, se Deus nos deu
capacidades, não nos deixemos ser tomados pelo orgulho. Se formos influenciados
por nossa alma, fatalmente iremos nos orgulhar, ambicionando posição, honras e
glória devidas somente ao Senhor.
06 maio, 2012
Deus quer estar conosco.
A Sete nasceu-lhe
também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do
SENHOR (Gn 4:26).
Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si
como o SENHOR, nosso Deus, todas as vezes que o invocamos?
(Dt
4:7)
Gn 2:17-17; 3:6-10, 23-24; 4:26; Is 12; Mt 1:23;
28:20b
Quando entrou no jardim
do Éden, para estar com Adão e Eva, “chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe
perguntou: Onde estás?” (Gn 3:9). Isso indica que Deus deseja a presença do
homem. Todo dia Ele ia ao jardim do Éden, e Adão sempre estava ali, um na
presença do outro. Naquele momento, porém, a pergunta do Senhor revela o
sentimento de Deus de ter perdido a presença do homem.
Ao ser expulso do jardim e
perder a presença de Deus, Adão perdeu a alegria. Na verdade, ele perdeu tudo o
que tinha: o suprimento de alimento, a alegria, a paz e a segurança. Antes,
quando estava no jardim do Éden, não havia inimigos, feras ou bestas, porque o
jardim era guardado. No jardim ele podia ter paz, mas, ao sair de lá, o inimigo
ou as feras poderiam matá-lo a qualquer momento.
Assim também acontece conosco,
quando nós saímos do “jardim”, isto é, da presença de Deus, já não temos mais o
suprimento de alimento. Ao sentir o impacto da perda, os homens começaram a
invocar o nome do Senhor (4:26). Eles perceberam que não lhes restava
alternativa a não ser clamar ao SENHOR, e essa prática foi transmitida a outras
gerações.
Não pense que só você precisa
de Deus; Deus também precisa da sua presença. O nosso Senhor Jesus também
recebeu o nome de Emanuel, que quer dizer Deus conosco (Mt 1:23). Deus quer
estar conosco. Na pessoa de Jesus, o homem pode ter a presença Deus, e, em
Jesus, Deus pode ter a presença do homem. Deus tem alegria na nossa presença,
assim como nós nos alegramos em estar na Sua presença.
Isaías 12 nos mostra que
podemos nos alegrar tirando água das fontes de águas vivas: “Vós, com alegria,
tirareis água das fontes da salvação. Direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR,
invocai o seu nome, tornai manifestos os seus feitos entre os povos, relembrai
que é excelso o seu nome. Cantai louvores ao SENHOR, porque fez coisas
grandiosas; saiba-se isto em toda a terra. Exulta e jubila, ó habitante de Sião,
porque grande é o Santo de Israel no meio de ti” (vs. 3-6).
De onde vêm essas fontes? Vem
de invocar o nome do Senhor. “Oh! Senhor Jesus, eu preciso de Ti, eu preciso do
Senhor como meu suprimento. Senhor, seja minha alegria. Ó Senhor, seja minha paz
e minha segurança”. Por invocar o nome do Senhor, o homem recuperou tudo o que
tinha na Sua presença. Aleluia!
05 maio, 2012
Restaurados à presença de Deus.
Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença (At 2:28). Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada (Jo 14:23)
Gn 2:6-9, 15-17; 3:1-24; Rm 5:12
No jardim do Éden, Adão e Eva eram supridos por Deus e podiam alimentar-se de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2:9, 17). Contudo Satanás queria introduzir no homem a natureza pecaminosa para que este não mais pudesse se alimentar da árvore da vida, que estava no meio do jardim, e, dessa forma, impedir que o homem mantivesse comunhão com Deus. Então a serpente, seduzindo Eva, levou o homem a desobedecer ao SENHOR e comer do fruto da árvore proibida. Como consequência, Adão e Eva foram expulsos do Éden (3:6, 24).
Antes eles não precisavam preocupar-se com o suprimento alimentar, pois recebiam tudo de Deus; daquele momento em diante, porém, teriam de plantar o que comer, conforme o SENHOR disse: “No suor do rosto comerás o teu pão” (v. 19). Sabemos que, se alguém quer que a terra produza algo, tem de derramar suor, pois uma planta não cresce de um dia para o outro. Portanto Adão teria de esforçar-se para obter o próprio alimento.
Deus não desejava que o homem fosse expulso do Éden. Antes, Ele o havia colocado lá para que o homem tivesse Sua presença e Ele tivesse a presença do homem. Contudo, após terem pecado, Adão e Eva se esconderam da presença de Deus, porque se lhes abriu o entendimento e perceberam que estavam nus. Como forma de justificar-se, coseram para si folhas de figueira e fizeram uma cinta, porém tal veste não era duradoura (Gn 3:7-8).
Além de expulsá-los do jardim e fechar-lhes o caminho para a árvore da vida, Deus pôs um querubim para guardar a entrada (vs. 23-24). O querubim representa a glória de Deus, indicando que o homem pecou e carece da glória de Deus (Rm 3:23).
Além disso, havia ainda uma espada flamejante. O fogo que ardia na espada se refere à santidade, enquanto a espada representa a justiça. O capítulo 3 de Êxodo apresenta a questão do fogo relacionado à santidade. Certo dia Moisés estava no deserto apascentando ovelhas quando viu uma sarça ardente que não se consumia. Maravilhado, foi até lá ver o que era. Então o SENHOR lhe falou por meio da sarça e disse que tirasse as sandálias, porque aquele lugar era santo (vs. 1-5). Assim, vemos que o fogo representa a santidade.
A espada é um instrumento usado para lidar com a injustiça. O jardim do Éden era um lugar santo, ali não havia injustiça. Depois de comer do fruto da árvore do conhecimento, no entanto, o pecado, cuja fonte é Satanás, entrou no homem, e sua alma foi despertada. A obra maligna estava feita e o homem havia perdido a comunhão com Deus.
Porém Deus não desiste do homem nem de ter sua presença. Por saber disso, o apóstolo Paulo, no final de uma de suas epístolas, escreveu: “O Senhor seja com todos vós (2 Ts 3:16). De fato, a maioria das pessoas pensa que precisa da presença de Deus, mas poucos sabem que Deus precisa da presença do homem. Deus precisa de nós! Por isso, para manter sempre essa comunhão mútua, devemos invocar a todo instante: “Ó Senhor Jesus!”.
04 maio, 2012
REFLETINDO...
A experiência do verdadeiro arrependimento.
Agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação (2 Co 7:9-10a)
1 Co 5:1-5; 2 Co 7:5-16; Cl 3:15a
O que significa ter um arrependimento verdadeiro? Podemos ver em Segunda Coríntios a conclusão de um episódio que ilustra essa questão. Paulo ouviu falar de um irmão da igreja em Corinto que estava cometendo adultério com a mulher de seu pai, sua madrasta. Ao saber disso, o apóstolo ficou muito irado e ainda entristeceu-se muito ao ver que os presbíteros, irmãos responsáveis da igreja em Corinto, não trataram adequadamente essa questão (1 Co 5:1-2).
Ele, então, decidiu tomar uma atitude. Foi como se dissesse: “Se vocês não tratam disso, eu vou tratar”. E a maneira de Paulo fazê-lo foi entregando o pecador a Satanás (v. 5). Ser entregue a Satanás é como ser lançado no lago de fogo. Mas foi isso que ele determinou e escreveu em sua primeira epístola aos coríntios.
No entanto, depois que escreveu a carta e Tito partiu para entregá-la, Paulo não teve mais paz, pois, no espírito, percebera que havia exagerado no castigo, sem ao menos dar uma chance ao pecador. Como a viagem era longa, pois Tito partira da Ásia para ir até Corinto, na Europa, demoraria cerca de dez dias para que chegasse a seu destino. Sem notícias e preocupado com a repercussão de suas palavras, Paulo decidiu ir ao encontro de Tito para saber qual foi a reação dos irmãos.
Então ele seguiu o mesmo itinerário de Tito e foi até o extremo da Ásia. Quando atravessou o mar Egeu, chegou a Filipos, a primeira cidade da Europa, e ali se encontrou com Tito. Quando o viu, Paulo ficou muito alegre e se regozijou com a notícia de que todos haviam se arrependido. Os próprios presbíteros reconheceram que não trataram bem a situação e aquele que pecou ficou mais triste ainda, por causa da carta, e se arrependeu. Se há arrependimento, há o perdão. Louvado seja o Senhor!
O arrependimento não deve ser algo leviano, superficial, mas tem de ser profundo e real. Em Segunda Coríntios 7 vemos o desfecho da situação: “Agora, me alegro não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. Porque quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós que, segundo Deus, fostes contristados! Que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vindita! Em tudo destes prova de estardes inocentes neste assunto” (vs. 9-11).
Nessa experiência, além do arrependimento da igreja em Corinto, vemos o mesmo arrependimento genuíno em Paulo. Ele primeiro se arrependeu, logo ao enviar a carta; depois os presbíteros se arrependeram, e, por fim, o pecador também se arrependeu. Louvado seja o Senhor. Depois de sermos iluminados, nós confessamos nossos pecados, nos arrependemos e obtemos o perdão de Deus. Que todos experimentem o arrependimento genuíno!
02 maio, 2012
Os oito passos do evangelho da graça.
Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1 Co 6:11)
Rm 3:23-24
Rm 3:23-24
Segundo a Palavra de Deus, podemos dizer que o evangelho da graça inclui oito passos, oito etapas. A maior parte dessas etapas, que tratam da nossa experiência de salvação, está descrita em Romanos.
O primeiro passo diz respeito a sermos iluminados. Antes, nós vivíamos nas trevas, pecávamos e não sabíamos. Quando a luz do Senhor nos alcançou, nós percebemos que estávamos nas trevas e conseguimos ver nossos pecados. Aleluia! Por meio da luz, o pecado é exposto, então podemos ver com clareza aquilo que não víamos antes (At 26:18).
O segundo passo é confessar os pecados. Debaixo da luz do Senhor, vemos nossa condição e podemos declarar: “Senhor, obrigado! Eu não sabia que eu era um pecador. Agora que o Senhor me iluminou, posso ver que sou pecador, posso ver a minha situação, tantos pecados em mim” (cf. Rm 3:23). Quando confessamos, temos Seu perdão.
O terceiro passo é, então, o arrependimento. Uma vez confessados os pecados cometidos outrora, nossa atitude deve ser arrepender-nos (2:4). Depois do arrependimento, nós tomamos o sangue de Jesus que “nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1:7b). Todo registro dos pecados cometidos antes de crermos em Jesus é cancelado.
Uma vez purificados, somos justificados “gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3:24), isto é, tornamo-nos justos diante de Deus, pois estamos de acordo com Sua justiça. Por sermos justificados, já não somos mais pecadores, nós somos santificados (1 Co 6:11). Aleluia! Por causa disso, podemos agora estar reconciliados com Deus e ser regenerados, ganhar a vida divina.
Os últimos passos, portanto, são: purificação, justificação, santificação, reconciliação e vida. Assim, vemos que o evangelho da graça começa com a iluminação de nossa condição como pecadores e termina na regeneração, quando ganhamos uma nova vida. Embora esses passos pareçam descrever uma caminhada, podemos experimentar todos eles de uma só vez quando invocamos o nome do Senhor! Aleluia! Você quer ter essa experiência? Então invoque e seja salvo: Ó Senhor Jesus! Ó Senhor Jesus! Amém!
Pela graça somos salvos!
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus (2 Co 5:21). Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus (Ef 2:8)
Sl 22:6-9, 12-18; Rm 5:1, 17-18; Gl 1:3-4a
Sl 22:6-9, 12-18; Rm 5:1, 17-18; Gl 1:3-4a
O Senhor Jesus foi crucificado para nos salvar dos nossos pecados. A Palavra afirma que o salário do pecado é a morte (Rm 6:23). Portanto, uma vez que somos pecadores, cometemos pecados, nós deveríamos morrer, mas foi o Senhor que recebeu o castigo em nosso lugar e cumpriu as justas exigências de Deus por nós (2 Co 5:14, 21).
Sua morte foi extremamente dolorosa. Ele foi pendurado no madeiro, fixado na cruz com cravos nas mãos e nos pés, e ainda Lhe puseram uma coroa de espinhos na cabeça. No auge de Sua dor, quando não mais podia aguentar tanto sofrimento, disse: “Tenho sede! Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19:28b-30).
O Senhor sofreu por nossa causa. Por isso, quando nos referimos à Sua morte redentora, jamais deveríamos falar de maneira leviana. Na verdade, devemos lembrar que nós é que deveríamos sofrer ali, na cruz, porque nós temos pecados, e não o Senhor! Mas Ele, por Sua infinita misericórdia, pagou alto preço por nós. Esvaziando-Se, Ele se humilhou, como servo, e foi obediente até a morte, e morte de cruz (Fp 2:7-8). Todo esse sofrimento, Ele passou por nos amar.
Louvado seja o Senhor! Quanta graça! Por isso nós falamos do evangelho da graça. Por Sua graça o Senhor Jesus morreu por nós, derramou Seu sangue, nos purificou de todos os pecados e nos salvou (Ef 2:8).
Sabemos que, sem derramamento de sangue, não há perdão de pecados (Hb 9:22). Por nos amar, Ele morreu derramando Seu sangue para nos justificar diante de Deus Pai (Rm 6:23; 5:9). Quanto a nós, ao ouvir o evangelho, cremos em Sua morte redentora e fomos justificados pela fé. Recebemos Jesus como nosso Salvador e, por meio Dele, somos salvos, recebemos o perdão dos nossos pecados, nos reconciliamos e temos paz com Deus.
Esse evangelho, essas boas-novas da graça de Deus, já chegou a nós, e nós o recebemos. Agora já nenhuma condenação pesa sobre nós, que estamos em Cristo (Rm 8:1). Mesmo que eventualmente ainda pequemos, temos a eficácia do sangue derramado pelo Senhor que, uma vez por todas, resolveu o problema dos nossos pecados perante Deus (1 Jo 2:1-2). Louvado seja o Senhor!
01 maio, 2012
O conceito de pecado segundo a cultura divina.
Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus (Mt 5:20)
Sl 51:10, 17; Mt 5:17-18, 21-32; Jo 16:8-9; Rm 5:12; 6:6, 12
Sl 51:10, 17; Mt 5:17-18, 21-32; Jo 16:8-9; Rm 5:12; 6:6, 12
A cultura chinesa ensina que o pecado provém de quatro erros: não ser leal, não honrar, não ser fiel, não ser justo. Se você transgride um desses itens, está cometendo pecado. Mas esse é o conceito chinês, baseado nos ensinamentos de Confúcio, embora em parte se assemelhe aos mandamentos do povo de Deus.
Segundo os ensinamentos do Senhor Jesus, a questão do pecado é mais abrangente e profunda, mais até do que os Dez Mandamentos. Para pecarmos, não é preciso agir, fazer alguma coisa errada, basta termos uma atitude incorreta em nosso coração (Mt 15:19). Mesmo que o ato não seja consumado, se você não está satisfeito com Deus, está cometendo um pecado, pois não está sendo leal para com Ele.
Segundo o costume dos chineses, não honrar os pais é algo muito sério. Enquanto os pais comem, os filhos ficam ao lado para servi-los. Somente quando os pais terminam é que os filhos sentam-se à mesa para fazer sua refeição. Para com o cônjuge, a questão da fidelidade é igualmente séria. Pela tradição chinesa não se deve ter ninguém fora do casamento.
Nós, cristãos, sabemos que o adultério é um pecado. No Novo Testamento, porém, o Senhor Jesus falou algo bem mais rígido: se você apenas olhar com intenção impura, já estará adulterando (5:28). A questão do pecado é, portanto, uma coisa muito mais séria do que podemos julgar. Se pensamos que a cultura chinesa já é rígida, por pregar a lealdade, a honra, a fidelidade e a justiça incondicionalmente, conceitos elevados para o padrão humano, vemos que a cultura divina é ainda mais elevada.
O pecado, segundo a Palavra de Deus, não se resume a esses quatro aspectos do ensinamento chinês, mas se estende a qualquer coisa que não esteja de acordo com Deus, por menor que seja.
Muitos pensam assim: “Ah, eu não matei, então não tenho pecado. Nunca roubei dinheiro dos outros, então não tenho pecado”. Todavia, segundo o que o Senhor disse, se odiamos, já estamos matando (Mt 5:21-22). Você não odiou alguma vez? Então, de acordo com o Senhor, você já matou. Por isso, quando Ele fala do pecado, diz respeito a algo mais sério do que nós imaginamos. Que o Senhor limpe nosso coração a fim de não pecarmos contra Ele! Ó Senhor Jesus!
O cumprimento da lei é o amor.
Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (1 Jo 4:7-8)
Êx 20:2-17; Mt 22:36-40; 1 Pe 1:22; 4:8; 1 Jo 1:7-10; 2:3-6, 10
Êx 20:2-17; Mt 22:36-40; 1 Pe 1:22; 4:8; 1 Jo 1:7-10; 2:3-6, 10
Na semana anterior, vimos que o evangelho de Deus possui duas etapas, ou dois aspectos: o evangelho da graça e o evangelho do reino (Rm 1:3-4). Contudo a maioria dos cristãos conhece somente o evangelho da graça, que diz respeito à obra realizada pelo Senhor Jesus para nos salvar. Além disso, muitos ainda acreditam que o pecado refere-se apenas a atos como mentir e adulterar e não consideram um pecado desobedecer à Palavra de Deus ou agir segundo a vida da alma. Na verdade todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3:23).
Em chinês, a palavra “pecado” está dividida em duas partes, sendo que a primeira representa o algarismo 4, e a segunda diz respeito ao errado. No conceito chinês, portanto, segundo o ensinamento de Confúcio, pecado é errar em quatro coisas: lealdade – para com Deus e o rei; honra – aos pais, como no quinto mandamento de Deus; pureza – para com a esposa, isto é, a fidelidade no casamento; e justiça – para com os amigos, ou seja, a credibilidade, a fidelidade.
Pelo ensinamento chinês, então, se você não pratica esses quatro aspectos, ou não guarda um deles, está pecando. Para nós, porém, que cremos no Senhor, essa percepção de pecado precisa ser mais ampla.
Sabemos que os Dez Mandamentos foram dispostos em duas tábuas de pedra contendo cinco mandamentos em cada uma. Os primeiros cinco mandamentos estão relacionados a Deus e a amá-Lo (Êx 20:3-12), conforme vemos: “Eu sou o SENHOR, teu Deus. [...] Não terás outros deuses diante de mim” (vs. 2a-3). Este é o primeiro mandamento. Já os cinco últimos, que também se relacionam com o amor, dizem respeito a amar os homens (vs. 13-17). Então, segundo o Senhor Jesus, os Dez Mandamentos, na verdade, podem resumir-se somente em dois: primeiro, amar a Deus; segundo, amar os homens (Mt 22:37-39).
O mandamento de honrar os pais está na primeira tábua, onde também estão os mandamentos relacionados a Deus. Logo esse mandamento diz respeito, na verdade, a nosso Pai celestial, pois nossos pais são nossa origem, nossa procedência, e Deus é a origem, a fonte do homem. Por isso, honrar os pais, amar os pais, de acordo com Senhor Jesus, está relacionado a amar a Deus. Como resultado de amarmos a Deus e amarmos as pessoas alcançamos também a fidelidade e a justiça, pois, se amamos, somos fiéis e não praticamos injustiça. Louvado seja o Senhor!
29 abril, 2012
O Senhor precisa de nós.
Ide à aldeia
fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem
algum montou; soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais?
Respondereis assim: Porque o Senhor precisa dele (Lc 19:30-31)
Gn 49:12; Mt 21:3, 7; Ef 4:23; 5:18
O evangelho de Deus são as boas-novas de Deus para nós. Ele não só apresenta a graça de Deus, isto é, aquilo que o Senhor Jesus fez por nós na cruz, morrendo em nosso lugar. Ele também traz aquilo que precisa ser feito em nós para podermos reinar com Cristo no mundo que há de vir. O evangelho de Deus é completo; por meio dele somos salvos em nosso espírito, mas também transformados em nossa alma. Por fim, essa salvação resultará na vinda do Rei do reino dos céus.
Gn 49:12; Mt 21:3, 7; Ef 4:23; 5:18
O evangelho de Deus são as boas-novas de Deus para nós. Ele não só apresenta a graça de Deus, isto é, aquilo que o Senhor Jesus fez por nós na cruz, morrendo em nosso lugar. Ele também traz aquilo que precisa ser feito em nós para podermos reinar com Cristo no mundo que há de vir. O evangelho de Deus é completo; por meio dele somos salvos em nosso espírito, mas também transformados em nossa alma. Por fim, essa salvação resultará na vinda do Rei do reino dos céus.
Como temos visto, se negarmos
a nós mesmos, teremos grande utilidade para Deus. Ele precisa de nós. Ao entrar
em Jerusalém o Senhor não o fez sozinho. O Rei de Israel e do reino dos céus
entrou na cidade montado em um jumentinho. Essa figura do jumentinho que carrega
o Senhor ilustra cada um de nós (Mt 21:3, 7). Conforme nossa alma é transformada
pela vida divina, nos tornamos obedientes ao Senhor e podemos levá-Lo aonde Ele
nos enviar.
Quanto mais desfrutamos do
Espírito, mais nos alimentamos da vida de Deus. Assim, nossa natureza é mudada
para sermos verdadeiramente úteis a Ele. À medida que nos enchemos do Espírito,
deixamos de ser teimosos ou resistentes em mudar de opinião, nos tornando
flexíveis e submissos à vontade Daquele que nos governa. Esse “metabolismo
espiritual” pode ser comparado ao processo por que passam as células do nosso
corpo, que num período de sete anos são totalmente substituídas por células
novas. Precisamos nos esvaziar de nossos conceitos antigos e permitir que o
Espírito renove nossa mente (Ef 4:23).
O sinal que evidencia estarmos
cheios do Espírito é termos “os olhos cintilantes de vinho” (Gn 49:12). Quando
nos enchemos do Espírito, a vida divina toma conta de nós a tal ponto que
ficamos embriagados de alegria (Ef 5:18). Essa alegria nos dá disposição para
nos consagrarmos mais ao Senhor a fim de fazermos Sua vontade. Nessa condição, o
Senhor pode nos utilizar em Seu propósito.
Graças a Deus! Pelo evangelho
de Deus, o pecador não somente se torna justo, como também uma pessoa obstinada
e cheia de opiniões provenientes do ego é transformada em alguém simples, alegre
e pronto para servir o Senhor. Que essa seja a experiência de cada um de nós,
para apressarmos a vinda do Senhor!
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