09 fevereiro, 2013

A revelação do ministério do Novo Testamento.

Fui constituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim concedida segundo a força operante do seu poder. A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas (Ef 3:7-9)

 
 
At 9:1-2, 14; 13:43; 22:3; 23:6; Rm 10:9-13; 1 Co 1:2; 16:5; Gl 3:2-3
 
 

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Apesar da perseguição deflagrada contra a igreja em Jerusalém, descrita em Atos 8, os doze apóstolos permaneceram naquela cidade. Contudo eles já não podiam publicamente invocar o nome do Senhor Jesus e, por essa razão, não puderam continuar desempenhando o ministério que haviam recebido. Por isso Deus teve de transferir o ministério de invocar Seu nome para Paulo, que nesse tempo ainda era chamado Saulo.

Ele era um jovem cheio de capacidade, pois se avantajava aos demais de sua idade (Gl 1:14). Além disso, ele era um fariseu (At 23:6), instruído por Gamaliel em toda lei judaica (22:3). Ele era o principal perseguidor da igreja em Jerusalém. Tamanho era seu destaque que o sumo sacerdote deu-lhe autorização para prender todos os que invocassem o nome do Senhor (9:1-2, 14).

Porém, no caminho para Damasco, o Senhor Jesus lhe apareceu, e, a partir desse momento, a vida de Saulo mudou completamente; de perseguidor da igreja ele passou a ser um ministro de Cristo.

Assim como Deus revelou o ministério do Antigo Testamento para Moisés, durante quarenta dias e quarenta noites, semelhantemente o Senhor equipou Paulo com a revelação completa do ministério neotestamentário (2 Co 12:1-4). O desejo de Deus era que Paulo transmitisse esses ensinamentos para as igrejas (Ef 3:7-9).

Em suas primeiras viagens, Paulo foi acompanhado por Barnabé e João Marcos. Tendo passado por muitos lugares, eles ensinavam os irmãos a perseverar na graça de Deus (At 13:43). Eles foram perseguidos e maltratados, mas prosseguiam anunciando o evangelho por onde passavam; não davam ênfase para estruturas ou edificações humanas, tampouco ensinavam os irmãos a preocuparem-se com isso. Reuniam-se de casa em casa e levavam as pessoas em todo lugar a invocar o nome do Senhor (1 Co 1:2; Rm 10:9-13; 16:5). Era dessa maneira que Paulo conduzia as pessoas ao Espírito (Gl 3:2-3), para viverem a vida da igreja. Aleluia! Que essa também seja a nossa prática.








Alimento Diário - O ministério que seguimos e praticamos
Escrito por Dong Yu Lan



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A maneira de edificar o Corpo de Cristo.


Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor (Ef 4:15-16)

 
At 2:21, 42-47; 4:4, 12, 32-33; Ef 4:11-12

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Em Atos 2, no dia de Pentecostes, os discípulos do Senhor estavam reunidos em Jerusalém, quando todos ficaram cheios do Espírito de poder e lhes foi dada a autoridade de falar a Palavra. Naquele dia o apóstolo Pedro usou a profecia de Joel sobre os últimos dias e mostrou que, para serem salvos, eles precisavam invocar o nome do Senhor (v. 21). A partir daquele dia, os apóstolos receberam o ministério de invocar o nome do Senhor, e, por terem observado fielmente as palavras do Senhor Jesus, três mil pessoas foram batizadas em um só dia. Todos os que creram estavam juntos e diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo (vs. 42-47). Dessa maneira mais pessoas eram salvas, totalizando, em poucos dias, quase cinco mil homens (4:4), sem contar mulheres, crianças e velhos.

Por meio do nome do Senhor Jesus muitos milagres aconteceram, e havia no meio dos irmãos um só coração e uma só alma, a ponto de ninguém considerar exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía. Mesmo sendo perseguidos pelo judaísmo, com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça (vs. 12, 32-33). Assim, crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres. Desse modo, a igreja em Jerusalém teve um início normal, com milhares de irmãos que invocavam o nome do Senhor. Essa é a prática da vida da igreja revelada pelo Senhor em Mateus 16, pois, por meio de invocar Seu nome, estamos no Espírito e podemos seguir o Senhor.

Com o passar do tempo os homens foram adaptando a prática do viver da igreja às suas preferências e escolhas. Por causa disso, muitos cristãos pensam que a igreja é um conjunto de formas, doutrinas e templos físicos. Mas a revelação do Senhor da realidade da igreja não se relaciona com templos físicos construídos pelo homem, tampouco com doutrinas e tradições humanas, mas com um viver diário de seguir o Senhor (Mt 16:18, 24).

Ao lermos Efésios 4:11-12 vemos a maneira como o Senhor edifica Sua igreja: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”.

Deus confiou a um grupo de servos a responsabilidade de aperfeiçoar os demais membros do Corpo de Cristo para obra do ministério, ou seja, para o exercício de suas funções. Embora o Senhor tenha designado alguns servos para aperfeiçoar os outros membros, Ele concedeu dons a todos nós para que os usemos na edificação da igreja. Por isso todos os membros devem funcionar, sendo auxiliados por aqueles que foram designados por Deus para esse propósito. Assim vemos que a função dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres nunca pode substituir o desempenho do serviço dos outros irmãos.

Esse é a realidade prática da vida igreja, onde somos aperfeiçoados para servirmos na edificação do Corpo de Cristo em nosso viver familiar, social bem como em nossas reuniões. Em todo lugar podemos viver essa realidade prática, invocando o nome do Senhor, negando a nós mesmos e guardando Sua palavra.




Alimento Diário - O ministério que seguimos e praticamos
Escrito por Dong Yu Lan



 


Cumprir fielmente a comissão de Deus.

Pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um (Rm 12:3)

 
 
Mt 3:16-17; Jo 1:32-33; At 13:24-25
 

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O ministério neotestamentário está totalmente relacionado à pessoa do Senhor Jesus, pois foi estabelecido por Ele mesmo. Pelo fato de tê-lo cumprido fielmente, segundo a vontade do Pai, o Senhor Jesus foi o único considerado digno por Deus de abrir o livro e seus sete selos; Ele é o Leão da tribo de Judá e a Raiz de Davi (Ap 5:5).

O Senhor Jesus é o primeiro ministro do Novo Testamento. Apesar de João Batista tê-Lo precedido, ele apenas preparou o caminho para o Senhor, propagando o fim da dispensação da era lei. Por isso João, ao anunciar o evangelho, dizia: “Arrependei-vos, pois está próximo o reino dos céus!”. Assim, todo aquele que recebe as palavras dessa pregação deve estar preparado para a chegada do reino dos céus.

Agradecemos ao Senhor por termos recebido o evangelho do reino. Por meio de Sua vida em nós, podemos praticar e viver a realidade desse evangelho. Isso nos faz crescer em vida, enchendo-nos do Espírito, para que, por fim, estejamos aptos para entrar na glória do reino vindouro.

Precisamos sempre nos recordar da experiência de João Batista. Embora tenha iniciado bem seu ministério, preparando o caminho para o Senhor, após batizá-Lo, ele deveria tornar-se um discípulo de Cristo. Ele testemunhou o Espírito Santo descer sobre Jesus em forma de pomba, e ouviu uma voz dos céus que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:16-17; Jo 1:32-33).

A lição que podemos extrair disso é que devemos fazer unicamente a vontade do Senhor, cumprindo a comissão designada a nós, não fazendo nada além do que Ele determinou e não pensar de nós mesmos nada além do que convém (Rm 12:3). João Batista sabia que deveria somente preparar o caminho para o Senhor (Jo 1:23), e seu ministério deveria ter sido concluído quando o Senhor Jesus iniciou Seu próprio ministério terreno (At 13:24-25). Contudo ele permaneceu com seu ministério particular e seu discipulado, escolhendo não seguir o Senhor Jesus.

Que o Senhor tenha misericórdia de nós, a fim de que nunca nos esqueçamos da comissão que nos foi confiada. Devemos aprender a fazer todas as coisas exclusivamente segundo a vontade do Senhor. Sejamos fiéis à Sua vontade seguindo-O e deixando de lado nossas escolhas e preferências. Amém.
 





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Escrito por Dong Yu Lan


 


O ministério de invocar o nome do Senhor.

Ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo (1 Co 12:3b).
 
Deus o exaltou [Jesus] sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2:9-11)

 
 
Gn 4:26; Sl 56:9; Jo 7:38-39; Rm 10:11, 13
 

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No início da vida da igreja, não apenas os apóstolos tinham como característica ajudar as pessoas a invocar o nome do Senhor para serem salvas (At 2:21, 38; 3:6; 4:10-12; 5:28; 7:49), mas o ministério do apóstolo Paulo também foi marcado com essa característica. Paulo recebeu essa comissão e desempenhou seu ministério (9:15-16, 27-28; Rm 10:12-13; 1 Co 2:2; 12:3; Fp 2:8-9; 2 Tm 2:22).

Graças a Deus, até hoje nós permanecemos invocando o nome do Senhor, e por meio disso, somos conduzidos ao espírito e entramos em comunhão com Deus. Embora, em princípio, essa prática possa nos parecer mecânica em alguns momentos, devemos prosseguir invocando o nome do Senhor de coração, pois em algum momento "tocaremos" a vida de Deus.

Posso testificar que o nome do Senhor nos traz o acréscimo da vida de Deus. Isso tem acontecido desde o início da obra do ministério nas igrejas da América do Sul, por mais de quarenta anos. No passado, levamos um grupo de jovens de Ribeirão Preto a invocar o nome do Senhor e eles perceberam que essa prática os ajudava a ganhar mais da vida de Deus. Como permaneceram invocando o nome do Senhor, a vida divina cresceu visivelmente neles.

Invocar o nome do Senhor possibilita o fluir da vida de Deus de maneira mais eficiente do que quando só transmitimos ensinamentos (Gn 4:26; Sl 56:9; Jo 7:38-39). O Senhor é a origem de tudo, por isso nós invocamos o Seu nome. Quando praticamos isso, ganhamos a vida de Deus e também somos enchidos com Seu amor para amarmos os irmãos e aqueles a quem pregamos o evangelho. Graças a Deus, nos foi confiado o ministério de invocar o nome do Senhor Jesus. Vamos prosseguir praticando esse ministério para desfrutarmos de todas as riquezas do Senhor (Rm 10:12)!







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Escrito por Dong Yu Lan


 


Guardar a pura Palavra de Deus.

Lançai fora o velho fennento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento  (1 Co 5:7a).
 
Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma (Tg 1:21)

 
 
Êx 12:8; Mt 13:33; 16:12, 18-23; At 2:42-47; Ef 4:12; Ap 3:8

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Para praticarmos o ministério neotestamentário, além de nos arrepender, precisamos invocar o nome do Senhor e guardar Sua Palavra (Ap 3:8). Durante a história da igreja, houve períodos em que se perdeu a prática de invocar o nome do Senhor. A Palavra de Deus também foi misturada a ensinamentos de homens, conforme descreve a parábola de Mateus 13:33. As três medidas farinha, que representam a Palavra de Deus, receberam uma parte de fermento, que representa os ensinamentos dos homens.

No Antigo Testamento, foi ordenado ao povo de Israel que se alimentasse de pães asmos, isto é, sem fermento (Êx 12:8). No Novo Testamento, o Senhor continua nos admoestando a nos acautelarmos do fermento, não de pães, mas sim do que se refere aos ensinamentos tradicionais e religiosos.

Em Mateus 16 o Senhor Jesus faz uma importante advertência acerca da doutrina dos fariseus e saduceus nos versículos que antecedem a revelação da igreja. Devemos dar atenção ao versículo 12, porque ele nos direciona a compreender os versículos seguintes. O Senhor nos exorta a rejeitar os ensinamentos que não se originam da pura Palavra de Deus.

Quando, no versículo 18, o Senhor fala que edificará a Sua igreja, Ele não está se referindo a uma instituição, organização hierárquica ou prédio. Antes, Ele se refere ao Seu Corpo. Antigamente, achávamos que a igreja era o local de reuniões. Porém, conforme lemos em Efésios 4:12, a edificação da igreja é a edificação do Corpo de Cristo; para isso, o que importa é o acréscimo da vida de Deus, não formas exteriores ou doutrinas.

Por melhores que sejam nossas opiniões ou experiências, não devemos enfatizá-las em detrimento do encargo do Senhor, porque, dessa forma, elas se tornarão uma mistura de "fermento" que nos desvia da pura Palavra de Deus. Noutras palavras, devemos negar a vida da alma, não somente no seu aspecto mau, mas também no aspecto bom (Mt 16:22-23).

No versículo 18, o Senhor menciona a autoridade da igreja. Essa autoridade não é institucional, mas está relacionada com as chaves do reino dos céus, concedidas a quem nega a vida da alma e cresce na vida divina. O próprio Senhor abrirá a porta do reino dos céus a quem nega a si mesmo. Por outro lado, se não negamos a vida da alma, impedimos o crescimento da vida divina, e a porta do reino ficará fechada para nós.

Nesse contexto, a vida da igreja não é uma organização baseada em um ensinamento, mas um viver prático. Foi dessa maneira que a igreja se iniciou em Jerusalém. Os primeiros cristãos invocavam o nome do Senhor e partiam o pão de casa em casa, tendo comunhão na Palavra de Deus e perseverando em oração (At 2:42-47). Nós também devemos permanecer invocando o nome do Senhor e apascentando uns aos outros, na prática do amor fraternal. Além disso, devemos apascentar e alimentar nossos conservos, não com o pão levedado de fermento, mas com a genuína Palavra de Deus.






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Escrito por Dong Yu Lan

 
 


A necessidade de arrependimento.

Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho (Mc 1:14-15).
 
Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam (At 17:30)

 
 
Rm 8:4-11; 12:2
 

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Desde João Batista, que pregava o arrependimento para o batismo com água, Deus tem buscado preparar Seu povo para o reino dos céus. Essa preparação ocorre pelo arrependimento que, na prática, significa renunciarmos a vida da alma, esvaziando-nos do velho homem e seus conceitos. No Evangelho de Mateus, vemos que o Senhor pregou o arrependimento e levou Seus discípulos a fazerem o mesmo.

O arrependimento não é apenas uma mudança de mente, pois pela prática atestamos que seu significado é mais profundo. Arrepender-se é esvaziar-se a fim de negar a vida da alma. Essa operação não ocorre apenas na mente, mas em toda a nossa alma, que é composta de mente, vontade e emoção. Em Romanos 8:10-11, vemos que, quando recebemos Cristo, nosso espírito ganha vida e até mesmo nosso corpo mortal ganhará vida, por meio do Seu Espírito, que em nós habita. Isso significa que nascemos de novo, nascemos do Espírito e nos tornamos filhos de Deus. Além disso, no versículo 6, lemos que a alma também obtém vida e paz, quando inclinada para o Espírito. Nesse contexto, os itens mais importantes são Espírito e vida.

A mudança de mente a que se refere o arrependimento não é sermos convencidos de um ponto de vista diferente do nosso, mas sim termos a mente transformada pela vida de Deus. Em Romanos 12:2, Paulo nos mostra como ocorre a transformação da alma: "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Isso significa que, pela vida de Deus, somos renovados em nosso entendimento, não nos deixamos ser influenciados pela vida da alma, mas sempre buscamos negá-Ia, a fim de nos prepararmos para o reino.

Ainda hoje devemos reconhecer que não estamos preparados para a manifestação do reino dos céus, porque ainda não temos praticado suficientemente a Palavra. Por isso o Espírito nos fala repetidamente sobre a necessidade de a praticarmos. Não devemos nos incomodar em ser admoestados para negar a nós mesmos e nos arrepender, porque, de fato, o reino dos céus está próximo. Essa é a pregação e a prática do evangelho do reino. Vamos reconhecer nossa real necessidade e dar importância àquilo que, aos olhos de Deus, é essencial para nós: arrependermo-nos para entrar no reino dos céus.







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Escrito por Dong Yu Lan


Arrepender-se e receber a misericórdia de Deus.

Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hb 4:15-16)

 
 
Êx 17:6; Jo 19:34; 1 Co 10:14; Ef 4:22

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O povo de Israel levaria somente alguns dias atravessando o deserto, até chegar à boa terra de Canaã, mas isso não foi possível. Deus já os havia feito passar pelo Mar Vermelho, isto é, os israelitas já haviam sido libertos do Egito, porém ainda restava um problema a ser resolvido: o velho homem, a velha natureza que os fez murmurar contra Moisés e contra o SENHOR, negando-se a entrar na boa terra. Sem eliminar o velho homem, eles não poderiam desfrutar da boa terra.

O velho homem se refere à nossa vida da alma, enquanto a boa terra de Canaã é uma figura do reino dos céus. Em razão da incredulidade e da murmuração dos israelitas contra o SENHOR, não foi permitido a ninguém daquela geração entrar na terra prometida, exceto a Josué e Calebe (Nm 14:26-30; Ef 4:22).

Por conta disso, foi necessário que Moisés conduzisse o povo pelo caminho durante quarenta anos, até que toda a velha geração perecesse no deserto. Certa ocasião, o povo contendeu com Moisés por falta de água. Sob a orientação do SENHOR, Moisés feriu a rocha em Refidim, e dali jorrou água para saciar a sede dos filhos de Israel (Êx 17:6). Em outra ocasião, novamente o povo contendeu em razão da falta de água. O SENHOR disse a Moisés que falasse à rocha, e dela sairia água para lhes dar de beber (Nm 20:8). Moisés, porém, se irou contra o povo e feriu a rocha duas vezes (vs. 10-11). Ali ele expressou sua velha natureza, sua vida da alma, deixando de santificar ao SENHOR. Em razão disso, Deus não permitiu que Moisés entrasse na terra prometida.

No Novo Testamento a rocha representa Cristo (1 Co 10:14). Ele foi ferido por nós na cruz uma única vez e, conforme testifica o apóstolo João, do Seu lado saíram sangue e água (Jo 19:34). A água que jorrou do lado do Senhor Jesus nos deu a vida de Deus, enquanto o sangue se destina à nossa redenção. Cristo, como a Rocha, foi ferido uma única vez, de modo que a atitude de Moisés ao ferir a rocha duas vezes foi inaceitável aos olhos de Deus. Posteriormente, Moisés se arrependeu e rogou ao SENHOR que o deixasse entrar na boa terra, mas Ele não o permitiu.

Moisés e outras pessoas que viveram no Antigo Testamento não tiveram a chance de desfrutar da misericórdia de Deus na proporção em 'que ela está disponível para nós hoje. Somos agraciados com tal misericórdia porque, no Novo Testamento, o Senhor Jesus viveu na terra como um ser humano normal Ele nasceu em uma manjedoura e, desde a infância, sofreu perseguições. O Senhor cresceu em uma cidade pobre chamada Nazaré, passou por todas as etapas do crescimento humano e foi preparado para desempenhar o ministério neotestamentário. Após ser batizado e ungido, Ele passou a pregar o arrependimento, apontando a proximidade do reino dos céus.

O Senhor conhece a natureza humana e suas fraquezas; por isso, quando nos arrependemos, Ele pode se compadecer de nós e exercer misericórdia em nosso favor (Hb 4:15,16). Graças a Deus, Ele nos providenciou um caminho de arrependimento. Precisamos valorizar as oportunidades de arrependimento, porque elas foram providenciadas pela maravilhosa obra do Senhor Jesus.




Alimento Diário - O ministério que seguimos e praticamos
 Escrito por Dong Yu Lan


30 janeiro, 2013

Deus não desiste de Seu povo.

Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti (ls 49:15)

 
Gn 26:1-2; 37:5-8; 2 Tm 2:13
 

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A promessa de Deus se estendeu à descendência de Abraão. Seu filho, Isaque, também passou por uma situação de fome e escassez na terra de Canaã e tentou descer ao Egito, mas o SENHOR lhe apareceu e não o permitiu (Gn 26:1-2). No tempo de Jacó, que também herdou a promessa de Deus, novamente houve fome na terra de Canaã. Jacó teve doze filhos, entre eles José, que se tornou governador do Egito.

José sonhava que um dia reinaria sobre seus irmãos e pais, tendo recebido uma visão a esse respeito (37:5-8). Seus irmãos, tomados de inveja, tramaram um plano para matá-lo, mas um deles, Rúben, se opôs a isso. José foi vendido como escravo para mercadores que se dirigiam para o Egito e seus irmãos mentiram a seu pai Jacó, dizendo-lhe que ele havia morrido. Contudo Deus tinha um plano para a vida de José. Ele padeceu na terra do Egito, sendo aperfeiçoado pelo sofrimento e pelas injustiças, mas, conforme o arranjo divino, veio a se tomar governador. Ao interpretar o sonho de Faraó, Deus revelou a José que haveria um período de sete anos de abundância de alimentos na terra, seguido por outro período de sete anos de grande escassez. Em razão disso, Faraó constituiu a José como governador do Egito e construiu celeiros onde mandou armazenar cereais, de modo que, no tempo da escassez, houvesse alimentos para preservar a vida na terra.

No período de escassez, Jacó enviou seus filhos para comprar alimentos no Egito. José os recebeu como governador, mas eles não o reconheceram. José também testou seus irmãos e, por fim, se revelou a eles. Depois disso mandou trazer seu pai Jacó e toda sua família, num total de setenta pessoas, para morarem no Egito, na terra de Gósen. Assim, eles deixaram Canaã e passaram a viver em função da subsistência e do conforto existentes na terra do Egito.

Com o passar do tempo e das gerações, o povo de Israel se esqueceu da promessa de Deus, mas Deus não se esqueceu de Seu povo. Após quatrocentos anos no Egito, Ele permitiu que fosse levantado um Faraó que não conhecia a José, para que os israelitas se arrependessem e voltassem seu coração a Deus. Nessa situação, o povo de Israel, afligido e escravizado por Faraó, se lembrou de clamar ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó. O SENHOR ouviu os filhos de Israel e enviou Moisés para libertá-los. Eles saíram do Egito passando pelo Mar Vermelho, a fim de seguir caminho pelo deserto até a boa terra de Canaã. Nessa ocasião, o povo liderado por Moisés somava cerca de seiscentos mil homens, sem contar mulheres e crianças.

A promessa de Deus jamais falha. Mesmo que nos esqueçamos dela, Deus permanece fiel e providencia situações para nosso arrependimento. Graças ao Senhor por isso! (2 Tm 2:13).







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Escrito por Dong Yu Lan


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Crer na promessa e confiar na Palavra de Deus.

Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento (Pv 3:5)

 
Gn 11:31-32; 12:8; 13:3-4; Mt 4:4

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Para alcançarmos o reino dos céus, precisamos ser libertos da preocupação com a subsistência, bem como deixar a idolatria e o pecado. Infelizmente, Satanás, o príncipe deste mundo, tem escravizado as pessoas, utilizando esses três itens. Mas o Senhor tem nos chamado para deixarmos tudo isso e segui-Lo.

No Antigo Testamento, Deus apareceu a Abraão e o chamou para que deixasse sua parentela e a terra onde vivia, chamada Ur dos Caldeus (At 7:2-4). Essa terra representa o mundo religioso, relacionado à idolatria. Abraão ainda era jovem quando recebeu o chamamento de Deus e, provavelmente por isso, não tomou a iniciativa de deixar sua parentela e seguir adiante sozinho. Seu pai, Tera, foi quem o levou a sair daquela terra, até um lugar chamado Harã, situado na Assíria (Gn 31b). Essa região representa uma terra de pecado, conforme lemos no livro de Jonas, pois ali estava a cidade de Nínive.

Como Abraão ainda não havia atendido completamente o chamamento de Deus, Ele novamente lhe apareceu para conduzi-lo até a terra de Canaã (12:1-3). Abraão avançou passo a passo, sem saber para onde ia, pois o próprio Deus o conduzia. Quando chegou a Canaã, levantou um altar e invocou o nome do SENHOR. Ele ergueu sua tenda ao lado do altar, significando que tinha comunhão e habitava com Deus (v. 8). Esse era o viver diário de Abraão, que servia a Deus invocando o nome do SENHOR e sendo suprido no lugar que Ele tinha providenciado para lhe dar a vida e o sustento.

Posteriormente, Deus experimentou a fé de Abraão, permitindo que ele passasse por algumas provações. Na questão do sustento, por exemplo, Abraão foi experimentado, porque, devido à falta de chuvas, houve fome na terra de Canaã. Se a fé de Abraão fosse prevalecente, ele permaneceria ali, confiando que Deus o proveria de água e alimento. Deus jamais permitiria que Abraão perecesse, pois o havia conduzido até aquela terra. Mas, como a fé de Abraão ainda era pequena, ele desceu para o Egito a fim de buscar o próprio sustento. A terra do Egito era irrigada pelo rio Nilo e não dependia das chuvas para produzir alimento. No Egito, porém, Abraão foi envergonhado, pois permitiu que sua mulher fosse levada para a casa de Faraó, dando a entender aos egípcios que ela era sua irmã. Por esse motivo, Deus puniu Faraó com grandes pragas, e Abraão foi obrigado a voltar para a terra de Canaã. Ele retomou ao lugar onde inicialmente havia edificado um altar e novamente invocou o nome do SENHOR (13:3-4).

No Novo Testamento, o Senhor Jesus foi tentado pelo diabo na questão da subsistência, mas venceu a tentação. Após jejuar quarenta dias e quarenta noites, o Senhor teve fome. Nessa ocasião, o tentador sugeriu que ele transformasse pedras em pães, mas Jesus lhe respondeu: "Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt 4:4). Aleluia!

Ambos os relatos nos mostram a lição de confiar em Deus em vez de utilizar nossos próprios métodos para resolver os problemas. Mesmo que estejamos passando por dificuldades, aguardemos com paciência o livramento do Senhor, crendo em Sua Palavra. Desse modo, aprenderemos a viver pela fé.






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Escrito por Dong Yu Lan


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28 janeiro, 2013

Digno é o Senhor.

Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra (Ap 5:9-10)
 
Jo 21:20-23; At 13:16-19
 
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O tema desta série do Alimento Diário é: O ministério que seguimos e praticamos. Em Apocalipse 5, lemos que na mão direita de Deus havia um livro, mas ninguém fora achado digno de abri-lo nem mesmo de olhar para ele. Por isso João chorava muito, mas um dos anciãos lhe disse: "Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos" (v. 5). Louvado seja o Senhor! Na condição de Filho do Homem, gerado de Maria, o Senhor Jesus foi experimentado em todas as coisas relacionadas à vida humana e as venceu. Ele, de fato, desempenhou o ministério que Lhe foi comissionado, colocando a vontade de Deus acima da Sua. Assim como o Senhor, hoje também passamos por experiências que nos levam a negar a nós mesmos para seguir e praticar esse ministério.

No Antigo Testamento, lemos sobre a saída do povo de Israel da terra do Egito. Liderados por Moisés, os israelitas atravessaram o deserto em direção à boa terra. No deserto, peregrinaram por quarenta anos, até que toda a velha geração terminou (At 13:16-19; 1 Co 10:5). Somente a nova geração pôde entrar na boa terra de Canaã. Isso mostra a necessidade de abandonarmos no "deserto" aquilo que está relacionado com nossa velha natureza (ou vida da alma), a fim de alcançarmos o reino. Já fomos salvos do mundo e batizados, mas ainda precisamos prosseguir para eliminar tudo o que diz respeito à vida da alma.

O ministério neotestamentário se iniciou com o Senhor Jesus. Por ter desempenhado Seu ministério segundo a vontade do Pai, Ele foi o único considerado digno aos olhos de Deus de abrir o livro e os sete selos que revelam a administração divina, desde Sua morte até a vinda de Seu reino e do novo céu e nova terra.

Mas o Senhor Jesus não apenas executou com perfeição Seu ministério, Ele também confiou esse ministério a Seus servos. Vários ministros foram levantados por Deus para dar continuidade ao ministério do Novo Testamento. Quando um ministro de Deus morria, seu ministério terminava, e outro era levantado em seu lugar. Todavia houve uma exceção no caso do apóstolo João. Mesmo após sua morte, seu ministério permaneceu. Não se trata aqui do ministério inicial de João, mas do ministério ulterior, que ele desempenhou em sua maturidade. Na parte final de sua vida, João falou acerca daquilo que o Espírito lhe revelou no exílio e também registrou as palavras que o Senhor Jesus já havia dito, mas que não haviam sido escritas nos outros evangelhos. Esse ministério, o ministério de Espírito e vida, iniciado pelo Senhor Jesus e confiado, por último, a Seu servo João, é o que seguimos e praticamos.





Alimento Diário - O ministério que seguimos e praticamos
 
Escrito por Dong Yu Lan


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O ministério que seguimos e praticamos.

 

Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu. Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo (Ap 1:1-3)

Rm 10:8-9, 13; 1 Co 1:2; 12:1-3; Gl 3:2

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Vimos nesta semana que por causa da perseguição levantada contra a igreja em Jerusalém os doze apóstolos, por terem permanecido ali, ficaram impedidos de desempenhar o ministério confiado a eles. O fato de permanecerem em Jerusalém para manter o testemunho da igreja e cuidar dos irmãos que ficaram debaixo de uma forte perseguição que assolava a igreja, impediu que tivessem liberdade de invocar o nome do Senhor em público. Por isso este ministério foi transferido para o apóstolo Paulo que viajou por muitos lugares, levando as pessoas a receberem a salvação por meio de invocar o nome do Senhor.

Paulo foi comissionado por Deus para realizar Sua obra. Dentre os que serviam na igreja em Antioquia, o Senhor chamou Paulo e Barnabé, pois estavam prontos para desempenharem esse ministério. Em suas primeiras viagens, ao pregar o evangelho, Paulo levava as pessoas a invocar o nome do Senhor (1 Co 1:2; 12:1-3). Ele sabia que isso era fundamental para conduzir as pessoas ao Espírito (Gl 3:2). Nesse mesmo fluir ele escreveu aos romanos: “Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo [...]. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:8-9, 13).

O ministério de Paulo prosseguiu até certo ponto. Sabemos que após seu aprisionamento Paulo não pôde mais levar a cabo a incumbência de Deus. Isso se deu quando no final da terceira viagem missionária, ele não deu ouvidos ao Espírito, e seguiu para Jerusalém, onde foi preso. Embora seu ministério tenha sido muito importante para completar a revelação do plano eterno de Deus, no momento de seu martírio, seu ministério cessou.

O ministério de todo homem irá passar. Hoje, no entanto, estamos vivendo os tempos do ministério confiado ao apóstolo João. Este é o ministério referido em João 21:23: “Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. Ora, Jesus não dissera que tal discípulo não morreria, mas: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?”. O ministério que o Senhor confiou a João é o último usado por Ele para concluir o Novo Testamento e permanecerá até Sua segunda vinda. Este é o ministério que nós seguimos e praticamos, pois, além de nos conduzir ao Espírito e à vida, por meio de invocar o nome do Senhor e guardar Sua palavra, esse ministério nos preparará para a manifestação do reino dos céus. Louvado seja o Senhor!




Alimento Diário - O ministério que seguimos e praticamos
 

Escrito por Dong Yu Lan

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Convencer as pessoas por meio do Espírito.

A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus (1 Co 2:4-5)


At 9:25-30; 26:16; 1 Co 1:2; 2 Co 12:1-6; Gl 1:17-21; 3:1-3
 

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Para que fosse equipado com a revelação da economia neotestamentaria de Deus, Saulo desceu às regiões da Arábia, pois o Senhor queria usá-lo, constituindo-o um ministro e testemunha das coisas que viu (At 26:16; Gl 1:17-21; 2 Co 12:1-6).

Paulo de fato possuía uma notável capacidade (Gl 1:14). Isto é evidenciado em Atos 9:25. Mesmo havendo passado tão pouco tempo desde sua conversão, ele já havia constituído um grupo de pessoas que o seguiam. Ele tinha muita eloquência e certamente vencia todos os debates que travava com seus ouvintes. Isso o tornava admirado e consequentemente muitos queriam ser seus discípulos. Mas, como vimos ontem, o Senhor fez surgir uma perseguição, de modo que ele precisou fugir de Damasco.

Depois de sua fuga de Damasco, Paulo foi à Jerusalém onde deu testemunho de sua conversão (v. 27). Mesmo depois de ter fugido para Jerusalém ele continuava discutindo (vs. 28-29). Desta vez os próprios gentios, helenistas, queriam matá-lo. Ele ainda tinha muita força natural, e procurava convencer as pessoas usando a razão. Por isso foi enviado para Tarso, para que fosse guardado por algum tempo (v. 30), onde permaneceu até o dia em que Barnabé foi buscá-lo (11:25).

Mais tarde Barnabé o encontrou e o levou para Antioquia, onde ajudou muito a Saulo e serviram juntos por alguns anos naquela cidade. No início Saulo era um simples irmão que servia em Antioquia juntamente com outros, e pouco a pouco ele cresceu em vida, tornando-se um dos profetas e mestres da igreja em Antioquia. Passados alguns anos, após esse aperfeiçoamento, o Espírito Santo chamou Saulo e Barnabé para realizarem Sua obra.

Assim, Paulo iniciou seu ministério: conduzir os irmãos ao Espírito por meio de invocar o nome do Senhor (1 Co 1:2; Gl 3:1-3).





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Escrito por Dong Yu Lan


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Paulo recebe a revelação da economia neotestamentária.

Eu, Paulo, sou o prisioneiro de Cristo Jesus, por amor de vós, gentios, se é que tendes ouvido a respeito da dispensação da graça de Deus a mim confiada para vós outros; pois, segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério (Ef 3:1-3a)

 
At 9:22-25; 2 Co 12:2-4; Gl 1:15-17
 

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Os doze apóstolos haviam sido ensinados pelo Senhor Jesus, por isso estavam equipados com a Palavra para pregar o evangelho. Paulo, por sua vez, não havia sido discípulo do Senhor. Ele se tornou um fariseu, pois possuía muito conhecimento acerca da lei e das ordenanças de Deus oriundas do Antigo Testamento, e havia sido instruído aos pés de Gamaliel. Apesar disso, ele ainda precisava ser equipado com a revelação da economia de Deus no Novo Testamento, a fim de desempenhar adequadamente seu ministério.

Após ter sido revelado a Paulo quem era Jesus, a Bíblia registra que ele, passou um período de tempo nas regiões da Arábia (Gl 1:15-17). Ali, Paulo recebeu revelação diretamente do Senhor, conforme seu relato: “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (2 Co 12:2-4). As coisas a que Paulo se refere aqui são a revelação da economia neotestamentária de Deus, que ele posteriormente registrou em suas epístolas.

Como Paulo era uma pessoa eloquente, que se destacava dentre os demais de sua idade, ele passou a ser seguido por alguns discípulos em Damasco. Sua ousadia em afirmar que Jesus é o Cristo era tão grande que os judeus deliberaram sobre como tirar-lhe a vida. Esse fato chegou ao seu conhecimento, e seus discípulos, para protegê-lo, o esconderam em um cesto e o desceram pela muralha da cidade, para que fugisse (At 9:22-25). Tudo isso ocorreu pela soberania do Senhor, para que Paulo não tivesse seus próprios discípulos. Deus não queria que ele tivesse discípulos nem que tivesse a mesma experiência e destino de João Batista.

Essa é uma séria advertência para nós, pois não devemos constituir discípulos para nós mesmos. Infelizmente, muitos cristãos acabam cometendo esse erro, pois ao dizer que têm algum ministério fazem com que muitos os admirem excessivamente, e até mesmo os imitem e os sigam de maneira cega. Não devemos seguir homem algum, somente o Senhor Jesus. Devemos ser conhecidos como Seus discípulos.

O único caminho para seguirmos o Senhor é negarmos a nós mesmos. Não importa quanta revelação já obtivemos, quanto conhecimento bíblico acumulamos ou mesmo quanto sucesso tenhamos tido na obra de Deus, devemos reconhecer que tudo o que somos e temos veio do Senhor; além disso, as pessoas a quem ajudamos devem ser conduzidas a seguir o mesmo Senhor a quem seguimos.
 
 


Alimento Diário - O ministério que seguimos e praticamos

Escrito por Dong Yu Lan


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